quarta-feira, 27 de junho de 2018

Quem perde, perde.





O vereador Daniel Carvalho (PV) se reelegeu para a presidência da Câmara Municipal de Contagem, na última terça-feira (27). Na comparação a reeleição dos dois últimos presidente da Casa, sua reeleição foi bastante antecipada.

Irineu Inácio (PP), que comandou a Câmara de 2008 a 2012, reelegeu-se em dezembro de 2010. Da mesma forma o vereador Teteco (PMDB). Presidiu a Câmara entre os anos de 2013 e 2016, sendo reconduzido ao comando do legislativo em votação que ocorreu no mês de novembro de 2014.

Mas tudo dentro dos conformes. O regimento da Câmara assim permite. A eleição foi aprovada em requerimento apresentado na semana anterior.

Era uma eleição que vinha tencionando a relação entre Daniel Carvalho e o prefeito Alex de Freitas (PSDB).

Desde que o vereador Teteco (MDB) foi escolhido líder do governo na Câmara, corre a notícia – impulsionada pelo próprio emedebista -- de que o acordo do MDB com o governo incluía, além da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e outros cargos na estrutura da prefeitura, o apoio do governo para o seu retorno à presidência da Câmara.

Não se tratava só de boato. O governo chegou a oferecer o comando de uma secretaria a Daniel Carvalho, para que este saísse da disputa e apoiasse a candidatura de Teteco. Não houve acordo.  

Daniel movimentou-se rápido, construindo maioria ante a fragilidade política do governo tucano. A relação entre o executivo e os vereadores permanece muito ruim. Até a possibilidade de impeachment de Alex de Freitas foi discutida no final de 2017. Começou como uma conjecturação descompromissada e entrou na seara da viabilidade jurídica.

Teteco, o candidato do governo, também não ajudou muito. Como líder de governo, reclamam os vereadores, ele tratou de articular só os seus interesses. Perdeu o convencimento e ascensão sobre os seus pares.

Com esse cenário, o governo seria facilmente derrotado.

Alex costurou uma “vitória na derrota”. Acertou uma composição com o presidente da Câmara, entregando-lhe os poucos votos que tinha. Tenta, com isso, recelebrar a relação com Carvalho, além de evitar a exposição da sua fragilidade política.

Isso garantiu a eleição, por unanimidade, de Daniel Carvalho. Ele sabe, porém, que ganharia “apesar do governo”.

Intimamente, não deve se sentir obrigado a nada.

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