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As incoerências de Marília Campos



Constrangida por seu partido a apoiar, no segundo turno, a reeleição de Carlin Moura (PCdoB), a deputada estadual Marília Campos (PT) tenta justificar a contradição do seu apoio pelo plano ideológico ou nacionalizando o enfrentamento partidário do PT com o PSDB. É uma narrativa que não resiste a quatro parágrafos.

Marília foi contrária ao impeachment de Dilma e é crítica feroz do presidente Michel Temer. Nessa segunda-feira (24), por exemplo, as duas últimas publicações em sua página no Facebook finalizam com a hashtag #ForaTemer. Esqueceu-se, porém, que caminha ao lado de dois peemedebistas no apoio ao comunista: o candidato derrotado à Prefeitura de Contagem, Jander Filaretti, e o deputado federal Newton Cardoso Junior. Ambos do PMDB do presidente Michel Temer.

A ex-prefeita posicionasse violentamente contrária a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que coloca um teto para os gastos públicos. Com isso, debater a PEC 241 é o pretexto que Marília arrumou para organizar uma plenária com os servidores municipais da Educação, e falar do seu apoio a Carlin.  

Agora com Carlin, ela passa a caminhar ao lado de partidos que a maioria dos deputados votaram a favor da PEC 241, no seu primeiro turno de votação, no último dia 10. Marília está o lado do PHS, cujos sete deputado federais votaram a favor; o PMDB (como já mencionado), que votou com seus 64 deputados — incluindo Newton Junior —, o PTB, que 14 dos seus 15 deputados votaram a favor, e o PR de Ademir Lucas, que 38 deputados federais do seu partido votaram a favor da PEC.


Isso sem mencionar que a ex-presidente Dilma Rousseff também anunciou, por intermédio do ex-ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, um pacote de “medidas estruturantes” para reequilibrar as contas públicas, similar ao apresentado por Michel Temer.  



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