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Campanha de Carlin está sem rumo e na corda bamba



O final de noite das militâncias de Contagem, nos muitos bares da cidade, registra o lamento em comum dos integrantes da campanha à reeleição do prefeito Carlin Moura (PCdoB).

A pesquisa publicada no jornal Estado de Minas no último domingo (18), em que o atual prefeito aparece em terceiro lugar, atrás do candidato Alex de Freitas (PSDB), que vem em segundo, e do ex-prefeito Ademir Lucas (PR), liderando a disputa, baqueou a militância.

As posições apresentadas alinham Carlin à rejeição sentida pela campanha nas ruas, na dificuldade de pedir votos para ele.  

A coordenação da campanha sustentou para a militância e aos candidatos um clima de mil maravilhas, com possibilidade de vitória no primeiro turno. Agora, tudo se encaixa, só que no extremo oposto do que é dito pela direção do partido.

O terceiro lugar explica porque os candidatos da coligação estavam escondendo a imagem do atual prefeito em seu material.

A campanha de Carlin está nas cordas, zonza, sem muita reação.

Antes da pesquisa, receberam um golpe certeiro do candidato Alex de Freitas, que conseguiu entrar no novo prédio da maternidade – por dois dias consecutivos – e mostrar um andar inteiro vazio, sem leitos ou equipamentos hospitalares.

De vitrine da campanha do prefeito, a maternidade virou vidraça.

Dias depois, uma gestante deu a luz a um recém nascido na recepção da maternidade; para piorar, após o parto a criança caiu no chão. O caso ganhou a imprensa estadual e a matéria produzida não para circular nas redes sociais.  

Alex de Freitas também conseguiu barrar a publicação de pesquisa feita pelo instituto DataTempo/CP2, que seria publicada no jornal O Tempo e do Super Notícias no início do mês.

Para a Justiça Eleitoral o questionário da pesquisa “mais induz o eleitor do que efetivamente capta sua intenção de voto”.

Ficou a suspeita até entre os próprios militantes.

Assim, entre um gole e outro, confessa-se aos amigos, por ora adversários:

“O receio não é só de não ganharmos a campanha, é de não irmos nem para o segundo turno”

Um arroto, um soluço, pede-se a conta e a saidera. 



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